Diferença entre medo e ansiedade

MEDO

Ter medo é algo natural, faz parte da natureza humana. Todo mundo tem medo de alguma coisa. O medo muitas vezes, nos prepara para uma ação e em seguida, uma solução daquele problema surgido.

Exemplo de Medo Natural: Pedro e Sara viajaram de férias, ambos estavam curtindo um dia maravilhoso em uma linda praia. De repente, sem que eles esperassem, o tempo mudou, e rapidamente surgiu uma tempestade, acompanhada de raios e trovões. Naquele momento, o casal Pedro e Sara, acompanhados de todos que estavam ali, saíram imediatamente do local e procuraram abrigo. Logo que a tempestade e os raios desapareceram, todos voltaram a praia normalmente.

No medo natural:

  • O perigo é focalizado – O indivíduo possui uma ligação clara entre o perigo e o medo. Nesse exemplo: a tempestade e os raios;
  • O medo é episódico ou seja, casual, temporário. Na hora que cessaram os raios e trovões, a maioria daquelas pessoas voltaram para a praia normalmente;
  • O medo natural é iminente as sensações físicas surgem como uma ação, para resolver uma situação. No exemplo, a maioria daquelas pessoas fugiram para se proteger de uma situação real de perigo, que poderia de fato causar a morte, caso alguém fosse atingido por um daqueles raios.

TRANSTORNO DE ANSIEDADE

O medo patológico ou transtorno de ansiedade é caracterizado quando o Indivíduo tem uma intensidade desse medo durante uma frequência de pelo menos 3 a 5 meses. É um sentimento vago e desagradável, caracterizado por um desconforto e uma sensação de que algo de perigo ou desconhecido possa acontecer.

Exemplo de medo patológico ou Transtorno de Ansiedade: Voltado ao exemplo acima, Sara ao contrário da maioria daquelas pessoas, não conseguiu mais voltar a praia. A tempestade já havia passado, o dia estava lindo, mas para Sara, já não era mais da mesma forma de antes. Os sintomas físicos como: taquicardia, sudorese, tremores, sensações gastrointestinais ainda se faziam presente só de pensar em voltar novamente aquele local

No transtorno da ansiedade:

  • O medo é prolongado, mesmo a chuva e os raios tendo cessando, o medo persistia em Sara, causando sintomas fisiológicos, parecidos ou iguais aos ocorridos no dia da turbulência da praia. Para isso bastava a lembrança do ocorrido, que diga-se de passagem, era constante os pensamentos a respeito do que ocorreu.
  • O medo se torna persistente, e mesmo que não houvesse chuvas ou trovões, Sara se negava a sair para lugares semelhantes e evitava a situação, procurando sempre alguém que a levasse a lugares parecidos, quando realmente precisava resolver alguma situação que dependesse exclusivamente dela.
  • O medo não tem fronteiras definidas, mesmo não tendo motivos aparente ou perigo iminente.

A sensação corporal de vigilância torna-se constante. Dentro desses critérios, o medo então, passar a ser caracterizado como Transtorno de Ansiedade, e/ou TANG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), causando danos e prejuízos a vida da pessoa que enfrenta o transtorno.

TRATAMENTO:

A estratégia de tratamento envolve:

  • Medicação, se necessário;
  • Terapia cognitivo comportamental;
  • Relaxamento Muscular Progressivo;
  • Alimentação adequada;
  • Meditação focado na Atenção Plena.